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Resenha: 2001: Uma Odisséia no Espaço

novembro 16, 2010

Odisseia era um filme que eu queria ver fazia tempo. Eu pesquisei sobre ele, sobre como Kubrick e Clarke escreveram o roteiro juntos, sobre as influências que o filme teve na cultura popular, sobre os prêmios que recebeu… assistir a ele tinha virado uma espécie de objetivo. Eu falava sobre o filme com quem estivesse ouvindo, e às vezes até com quem não estivesse com muita paciência para ouvir minhas verborragias sobre “a cena da morte de HAL”, mas havia um pequeno problema: eu nunca tinha visto o filme; até domingo.

Finalmente criei vergonha na cara, fui à locadora e peguei o filme. Fiquei namorando a capa, esperando pela hora certa de colocar o DVD e ver se a experiência de assistir àquela obra prima seria de fato tão satisfatória quanto eu estava esperando. Posso dizer que sim, o filme é muito bom mesmo. Tentei o máximo o possível não ficar procurando referências a Platão ou Nietzsche e simplesmente aproveitar o filme como se fosse alguma coisa que estava passando na Sessão da Tarde, deu certo. Sem a massagem intelectual o filme foi para mim o que eu acho que Kubrick queria que fosse: uma viagem pelas cores e formas incríveis, complementada pela sensação de miudeza dos seres humanos frente ao Universo (com maiúscula).

A alvorada do homem

A primeira parte do filme apresenta um grupo de símios vivendo há 4 milhões de anos, tentando sobreviver no meio hostil que era o ambiente africano. Após serem expulsos de uma fonte de água por outro grupo de primatas, eles acordam para descobrir um estranho monolito em frente do lugar aonde dormiam; após encostar no grande prisma preto, o grupo de macacos desenvolve a habilidade de utilizar ferramentas, e usam ossos como armas para reaver o controle do lago, e ter um suprimento de água para eles; e aí já aparece um dos motivos pelo qual o filme é apreciado como um dos melhores já feitos, um corte que pula 4 milhões de anos para o futuro, chegando ao presente, comparando o osso que o macaco primitivo utiliza como ferramenta aos satélites dos humanos atuais.

TMA-1

A segunda parte é a primeira a apresentar um diálogo, é uma característica do filme o parco uso de falas, o que contribui para a sensação de isolamento e enormidade do Universo. Neste trecho do filme é contado como um monolito igual ao que deu aos primatas a habilidade de usar ferramentas a seu favor, e assim originou a humanidade, foi descoberto na Lua. Durante uma visita de cientistas ao sítio de escavação o artefato envia uma transmissão na direção de Júpiter, o que instiga o governo americano a enviar uma missão tripulada até o planeta para investigar o que seria o primeiro indício de vida inteligente extraterrestre. Neste capítulo já é possível perceber as cores e formas lindas que compõe o filme, como Kubrick disse, “é basicamente uma experiência não-verbal, visual”.

O filme ainda conta com mais dois atos, mas não vou estragar a surpresa. Recomendo para quem é como eu e gosta da sensação de ser a única pessoa acordada no mundo (se você sabe do que eu estou falando, é para você). Filme lindo.

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2 Comentários
  1. Odisséia no Espaço é único. Ainda estou procurando algo mais belo e inteligente produzido antes ou depois de Kubrick, em relação à ficção científica.
    Não há, não existe.

  2. Claudinha (da ForLife!) permalink

    Acho que o recado foi pra mim… Hahuahaua, mas são 02:20 ainda =P
    Não assisti esse filme, mas agora fiquei com vontade! Adoro essas coisas sobre o espaço!

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